
Já se passou quase um ano desde quando, juntamente com os deputados do Partido Democrático, apresentei uma primeira interpelação parlamentar solicitando ao governo italiano que colocasse em prática todos os esforços necessários para garantir seu retorno imediato à Itália. Respeitamos o acordo de discrição e confidencialidade que o governo nos solicitou para facilitar as negociações e os contatos com as autoridades venezuelanas. Ainda assim, e a mais de um ano da prisão de Trentini, não podemos nos eximir de denunciar a ausência de uma iniciativa política à altura da gravidade do caso.
Nunca foi estabelecido um diálogo no nível político exigido pelo regime venezuelano; a importante e por nós desejada missão do enviado especial Luigi Vignali estagnou em razão de dificuldades de coordenação diplomática e organizacional jamais esclarecidas, e uma missão parlamentar da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados foi diversas vezes adiada pela falta de autorização do governo. Quando, posteriormente, eclodiu a iniciativa militar dos Estados Unidos nas costas do Caribe — que tornou ainda mais tensas e complexas as relações da Venezuela com os países ocidentais —, enquanto a França de Macron obtinha a libertação do cooperante Camilo Castro, o ministro das Relações Exteriores, Tajani, declarou que a libertação dos cidadãos italianos detidos na Venezuela ficaria a cargo justamente dos EUA, após sua conversa com o secretário de Estado Rubio; uma declaração que teve como único efeito tornar ainda mais rígida a postura de Maduro.
Tudo isso ocorre às custas de Alberto Trentini, de Biagio Pilieri (o político e jornalista venezuelano filho de emigrantes sicilianos) e de outros compatriotas que ainda se encontram detidos nas duras prisões de um governo autoritário e despótico. Às vésperas do Natal, é difícil aceitar que, mais uma vez, a família de Alberto Trentini não poderá se reunir em paz e serenidade; também por isso temos o dever de multiplicar todos os esforços e de evitar subestimações e erros que um caso como este não poderia nem deveria ter apresentado desde o primeiro dia.
Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Fabio Porta