
Trata-se de um resultado importante, pois esse ato de orientação compromete o nosso governo a “sustentar a ratificação do acordo de livre comércio UE–Mercosul, como instrumento estratégico para o fortalecimento da autonomia econômica e política da União e para a proteção dos interesses econômicos nacionais”, bem como a “promover uma abordagem coordenada com os outros Estados-membro, visando superar as resistências políticas e garantir a plena aplicação das cláusulas de sustentabilidade, proteção ambiental e direitos dos trabalhadores previstas no acordo” e a “valorizar a presença empresarial italiana na região, apoiando os investimentos das empresas e favorecendo o enraizamento das cadeias produtivas capazes de reforçar a competitividade do Made in Italy nos mercados latino-americanos.”
Após vinte e cinco anos de negociações, estamos finalmente a um passo do nascimento da maior área de livre mercado do mundo, com mais de 700 milhões de cidadãos europeus e sul-americanos. Na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, a presença italiana é historicamente importante em dimensão, mas sobretudo por sua enorme influência sobre a sociedade e a economia desses países. Também por isso será justamente a Itália o país europeu que obterá os maiores benefícios desse acordo, que será assinado em sua versão definitiva em Brasília no próximo mês de dezembro pelo Presidente pro tempore do Mercosul, Lula, e pela Presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen.
Fonte: Assessoria de Imprensa Deputado Fabio Porta